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Músicas 1º lugar das edições Faber

Aqui celebramos as músicas vencedoras que marcaram a história do Faber, reunindo as composições que conquistaram o primeiro lugar em suas cinco edições. De crônicas sociais a hinos de exaltação à identidade regional, estas canções representam o talento e a resistência artística de nomes como Zeca Tocantins, Carlinhos Veloz, Chico Aafa e Erasmo Dibell. Navegue por esta galeria musical e descubra as obras que capturaram a alma de Imperatriz e se eternizaram como patrimônios sonoros das barrancas do Rio Tocantins.

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I Faber - 1986

Zeca Tocantins

"Depois do tiroteio"

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II Faber - 1987

Carlinhos Veloz

"Imperador Tocantins"

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III Faber - 1988

Chico Aafa

"Cantiga para um menestrel"

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IV Faber - 1989

Carlinhos Veloz

"A viola e eu"

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V Faber - 1991

Erasmo Dibell

"Filhos da precisão"

Zeca Tocantins
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Depois do tiroteio

Por isso toque toque, toque não me toque

Não me ponha nesse ibope, eu sou do bloco popular

Não me censure de poeta intransigente

Se essa terra e essa gente foi o que aprendi amar

Dizem as más línguas que aqui o tiroteio

Já está ficando feio

Que nem dá pra comentar

Eu tenho paz, tenho amor, tenho aconchego

Em todo mundo a quem eu chego

Há sempre alguém a me esperar

Lá no Terraço, tem o abraço

E na Fly Back, tem brotinhos pra sonhar

E se acaso pinta uma crise de grana

Monto um show de uma semana

Lá no Ferreira Gullar

Por isso toque, toque, toque não me toque

Não me ponha nesse ibope, eu sou do bloco popular

Não me censure de poeta intransigente

Se essa terra e essa gente foi o que aprendi amar

Praça de Fátima me retrata a todo instante

Tomo um gole no Imigrante

Vou pro Bairro da União

E o céu se borda de estrelas cintilantes

E a mãe lua mais brilhante

Que ilumina o meu Torrão

O Tocantins se reveste aí neste espelho

Refletindo branca areias

Pro poeta se inspirar

Sei que essa Terra cheia de tanta beleza

Por certo, Santa Tereza, há de sempre abençoar

Por isso toque.

Zeca Tocantins

Imperador Tocantins

Do lado daquela cidade

Existe um rio de eternidade

Amores e barcaças

E barrancas e capins

 

Tucunaré piau e um matagal que é sem igual

Riacho do cacau a desaguar

No Tocantins

 

Toca essa água

Toca essa mágoa

Toca e deságua Tocantins

 

E quando é noite enluarada

A água toda prateada atrai a meninada para

O Tocantins

 

E tudo então se faz canção às cordas de um violão

Nas mãos de um poeta lá

No Tocantins

 

E os nobres filhos da princesa

Frutos da mãe natureza cheios

De beleza

Vão pro Tocantins

A tarde cai e o sol se vai

Oh! Deus do céu abençoai

O imperador da Imperatriz

 

O Tocantins

 

Tocantins

Carlinhos Veloz
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Carlinhos Veloz 1
Chico Aafa
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Cantiga para um menestrel

De acordes feito um trovejar

chovendo gotas de emoção

traçando seu estradar

​O poeta no sertão

se dá dolente sem lugar

um raio na imensidão

menestrel do São Joaquim

retratando a precisão

na espera de encontrar

lavrado a luz do luar

em versos de lamentação

seu cantar sem confins

cujo o canto do esperar

é a peleja do peão

de calos nas mãos a clamar

a sorte a vida semear

molhar o chão com suor

chuvas do mesmo mar

outras virão

a trovejar

e a cantiga do estradar

faz esquecer o quinturão

O velho versejar

Chico Aafa

A viola e eu

Procurei descobrir nesta viola

Algum tom que me faça mais feliz

Pra que eu possa fazer feliz quem chora

Nessas bandas de cá do meu país

E que a banda de lá fique contente

Pra alegrar ainda mais minha canção

Pois pretendo arrancar daquela gente

Todo amor que tiver no coração

 

Com minha viola eu vou

Com minha viola eu vou

Sempre ela e eu sempre ela e eu

Sempre ela ela e eu vou

Vou querer ver meu povo satisfeito

Tendo a carne arroz e o feijão

Dar ao povo o que é do seu direito

Ver o povo tirar o pé do chão

 

E pedir pra sumir da terra a fome

E pedir pra surgir na terra a paz

Pra que a dor dessa gente um dia acabe

Mas o amor nessa terra jamais

Carlinhos Veloz
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Carlinhos Veloz 2
Erasmo Dibell
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Filhos da precisão

Pelas marginais

Passarão meninos

Guardando o país

 

Por quem batem os sinos

Se pelas catedrais

Os filhos da precisão

Pedirão mais por outro destino

Do que por sair da lama

Com pose de dama em carnavais

 

Esquecerão as dores

Lembrarão de Deus

Num porvir

Que aflore dor

Erasmo Dibell
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